Antevisão Volta a Portugal 2025: Mais do mesmo e um claro favorito



Está quase a partir para a estrada a Volta a Portugal e, como se vai tornando habitual, os sinais do fraco estado do ciclismo nacional estão bem à vista. Que muita da lista de participantes ainda esteja por se saber é bom exemplo disso.

O percurso que os ciclistas irão percorrer tem poucas novidades e, mesmo as que tem, nomeadamente as chegadas ao Sameiro e a Montejunto, são cromos repetidos que já vimos noutros momentos. A outra grande novidade, se é que se lhe pode chamar disso, é que a subida à Torre se fará mais tarde que a Senhora da Graça, revertendo a tendência dos últimos anos.

Mas, como já deve ter dado para perceber, muito da corrida será mais do mesmo. Ainda assim, vale a pena destacar dois pontos negativos em específico.

Primeiro, não existe nenhuma etapa em que se veja como garantida uma chegada para velocistas (até na chegada a Santarém após uma etapa completamente plana se arranjou uma subida para lá colocar a meta) e em muito poucas há sequer essa possibilidade. Para mais, o contrarrelógio final soma apenas 16,7 quilómetros, uma distância bastante pequena e que, numa prova com tantas subidas, pode fazer da última etapa completamente irrelevante.

Já quanto aos participantes, o pelotão será diminuto e ficam ausentes equipas de qualidade superior, apresentando-se somente sete equipas estrangeiras, apenas uma delas de classe Pro Team, a Caja Rural – Seguros RGA. Visitantes habituais como a Burgos Burpellet BH ou a Euskaltel-Euskadi ficam desta feita de fora.

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